Por que o livro é o melhor amigo do homem?

Motivos não faltam.

– Ele nos acompanha para onde a gente vá.

– Independentemente do dia, do lugar ou do clima, está sempre disposto a se abrir para nós.

– Desde que a gente o observe com atenção, não nos deixa sair da linha.

– É capaz de contar histórias sérias ou divertidas, mas também nos orienta e instrui.

– Faz-nos “viajar” de forma segura, imune às intempéries, pelos mais diversos lugares do mundo.

– Apresenta-nos a personagens intrigantes e profundos, que nos ajudam a compreender melhor a alma humana. Com tais personagens a gente se identifica e estabelece uma comunhão impossível de estabelecer com as pessoas de carne e osso.

– Não protesta quando o esquecemos por um tempo, deixando-o às traças, pois sabe que em algum momento a ele vamos retornar.

– Não se irrita quando a gente o suja, amassa ou rabisca. Pelo contrário, sabe que esses maus-tratos significam que estamos vivamente interessados no que ele nos diz.

– Não se chateia se a gente, por cansaço ou preguiça, resolve virar a página, ou mesmo substituí-lo por outro. Ciúme não é com ele.

– Não se constrange quando o apertamos, sopesamos, manuseamos, pois sente esses contatos como uma intimidade destituída de interesses escusos ou de má-fe.

– Não fica magoado quando o passamos a outra pessoa, pois a sua fidelidade (ao contrário da dos cães) é extensiva a todo o gênero humano.

– Está sempre de bom humor, sorrindo para nós de orelha a orelha.

(Homenagem ao Dia Mundial do Livro – 23 de Abril)

Blog de Chico Viana – https://chviana.blogspot.com.

Publicado por Chico Viana

Chico Viana (Francisco José Gomes Correia) é professor aposentado da UFPB e doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em sua tese, publicada com o título de O evangelho da podridão; culpa e melancolia em Augusto dos Anjos, aborda a obra do paraibano com o apoio da psicanálise. Orientou cerca de 37 trabalhos acadêmicos, entre iniciação científica, mestrado e doutorado, e foi por dez anos pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Desde muito jovem começou a escrever nos jornais de João Pessoa, havendo mantido coluna semanal em A União e O Norte. Publicou cinco livros de crônicas.

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