Imunidade

Vivemos o mesmo, tudo é repetição, mas cada um sente isso à sua maneira. O que nos angustia não é o fatalismo do eterno retorno; é ver que o homem parece imune ao que se costuma chamar de conquistas da civilização. Ele é o mesmo animal que, por egoísmo e indiferença, não hesita em destruirContinuar lendo “Imunidade”

Crença e retribuição

Há pessoas que acreditam num Ser Superior para não se sentir inferiores (arrogância). Outras adotam essa crença para realçar sua pequenez (humildade). O problema não é se Deus existe ou não. É saber que efeito sua existência terá em nossas vidas. Infelizmente poucos retribuem o conforto de acreditar nele com um comportamento moralmente digno. VãoContinuar lendo “Crença e retribuição”

Dicas de estilo (sem estilo)

Ou “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” 1 – Interjeições excessivas? Evite-as!!!! 2 – Não abuse de metáforas futebolísticas. Esse tipo de tabelinha com a linguagem do futebol nem sempre satisfaz a galera. O leitor pode se sentir driblado e dar cartão vermelho para o escritor, mandando-o antes doContinuar lendo “Dicas de estilo (sem estilo)”

Nosso livro no site da Amazon

“Redação sem risco” contém comentários preciosos sobre alguns dos procedimentos necessários à produção de um bom texto. O material foi elaborado com base em nossa experiência em sala de aula, ensinando redação para candidatos ao Enem e a concursos públicos. Coesão, coerência, concisão, adequação vocabular são alguns dos tópicos abordados em textos curtos e objetivos,Continuar lendo “Nosso livro no site da Amazon”

O complô

Não se sabia se aquilo era um fórum, uma assembleia ou um bate-boca de desocupados. O certo é que lá estavam reunidos uns tipos estranhos – umas figuras! A primeira a falar foi Metáfora, que desde o início, contra a opinião de Metonímia, autointitulara-se chefe do grupo: – Amigos, eu aqui sou a cabeça –Continuar lendo “O complô”

Uma razão para escrever

Por que se escreve? Porque falta sentido à vida e sobre isso é preciso dizer alguma coisa. A escrita é exercício e aventura. É um jogo sério, pois se faz com palavras, e juntá-las nem sempre conduz ao resultado que se espera. Um jogo de tentativas e muitos erros, mas que nos poucos acertos revelaContinuar lendo “Uma razão para escrever”

Arte e liberdade

Platão não queria os poetas na República. Considerava-os perturbadores da ordem. A ideia de que a arte contém o fermento da desordem é velha e tem servido de justificativa para que governos totalitários (de esquerda ou de direita) busquem limitar ou dirigir as manifestações artísticas. O pretexto para isso é a vinculação que elas deveriamContinuar lendo “Arte e liberdade”

Humor erudito

Uma das anedotas preferidas de Freud: um casal de meia idade está sentado numa mesa de restaurante. Levemente entediados, marido e mulher não têm muito o que dizer. De repente ele se dirige a ela e fala: – Se um de nós dois morrer, eu vou morar em Paris… Godard, o cineasta francês, gostava muitoContinuar lendo “Humor erudito”

Sabatina de Português

– “O homem tropeçou no batente.” Qual o tipo de sujeito dessa frase? – Descuidado, professor. Se ele estivesse atento, não teria tropeçado.             – Não é isso, Pedrinho.  Refiro-me ao sujeito gramatical… É “simples”, pois tem apenas um núcleo. Mas deixa pra lá. Vamos ver se você conhece os complementos. “DiógenesContinuar lendo “Sabatina de Português”

A outra face

Tem sido muito comentado o tapa que o papa Francisco deu na mulher que tentou agarrá-lo. O gesto agressivo e raivoso do Sumo Pontífice surpreendeu os que se acostumaram com a fala mansa e a doçura estampada em seu rosto. Como classificar aquele rompante de brutalidade? O gesto foi lamentável, claro, pois do representante maiorContinuar lendo “A outra face”